sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Olimpíada de Língua Poruguesa

Hoje é o último dia para enviar os textos da 4ª Edição  da Olimpíada de Língua Portuguesa.Os textos dos alunos da Escola Municipal Isabel Aurélia Torres e Escola Estadual Professora Maria Zenilda Gama Torres, já foram selecionados e enviados. 4ª Edição das Olimpíadas de Língua Portuguesa, tendo  como objetivo: "Melhorar a Escrita e a Leitura dos alunos, e na final das oficinas, que  os alunos tenham entendido o gênero textual  estudado". Depois de muitos meses de aprendizagem acreditamos que atingimos os objetivos desejados. Veja algumas fotos das oficinas.







Reflexão

Sobre a morte de Eduardo Campos, enviaram crônica de Pedro Bial, que repasso para reflexão: -
A morte por si só, é uma piada pronta.
Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário.
Tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório...
Colocar gasolina no carro e no meio da tarde...
MORRE.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu?
O livro que ficou pela metade?
O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia:
MORRER...
A troco de que?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego. Mas, não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar para o vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto á profissão escolhida...
Mas, era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora para outra, tudo isso termina...
Numa colisão na freeway...
Numa artéria entupida...
Num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis...
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas...
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas...
A apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você que dizia: Das minhas coisas, cuido EU.
Que pegadinha macabra: Você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar, e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã.
Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito...
Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de 100 anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo...
Já não há muito mesmo a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
OK, hora de descansar em paz.
Mas, antes, viver tudo, certo?
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida...
Perdoe...
Sempre!!
‪#‎Bial‬

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Olimpíada de Língua Portuguesa

 
Está chegando a hora de selecionar e de enviar os textos
Depois de tanto trabalho em sala de aula, a largada para as próximas e decisivas fases da Olimpíada 2014 começam a ser dadas no dia 28 de julho. Desse dia até 15 de agosto, todas as escolas participantes devem enviar os textos escolhidos para a etapa seguinte, a municipal. O prazo para o envio não será prorrogado. O texto ou os textos escolhidos – no caso da escola participar com mais de um gênero - devem ser digitados aqui mesmo no Portal Escrevendo o Futuro (em breve disponibilizaremos um tutorial com informações passo-a-passo sobre o envio de textos). Qualquer dúvida também pode ser esclarecida por telefone: 0800 771 9310 (ligação gratuita).
Todas as escolas do Brasil estão recebendo o folder sobre como organizar a Comissão Julgadora Escolar que ainda traz orientações sobre os procedimentos dessa comissão na escolha dos textos. O Portal Escrevendo o Futuro também disponibiliza este e os outros folderes com orientações sobre as comissões municipais e estaduais (clique aqui para acessar).
É importante lembrar que todos os membros das comissões julgadoras – escolar, municipal ou estadual – devem fazer o curso autoinstrucional sobre avaliação de textos da Olimpíada. Um CD com este curso foi enviado a todas as secretarias municipais e estaduais de educação do Brasil. Ele também está disponível aqui no Portal (clique aqui para saber mais).

domingo, 3 de agosto de 2014

Nota de Falecimento do Sr. Joca Líbano

Sr.Joca Libano

Os familiares do senhor Joca Líbano, morador do Sitio Retiro, zona rural de Apodi, vem através  desta noticiar o seu falecimento, que ocorreu nas primeiras horas deste domingo (03/08), e convidar amigos, parentes, e a população em geral, para seu sepultamento que ocorrerá as 16:00hs deste domingo, com saída do cortejo de sua residência, com destino a igreja matriz de Apodi, de onde será levado para o cemitério  Parque da Saudade.
A família enlutada agradece a todos que comparecem a este ato de fé e solidariedade cristã.  
FONTE: f5apodi.blogspot.com.br

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Homenagem para Ariano Suassuna


 O momento de comoção por Ariano Suassuna tomou conta do Brasil. Além de familiares e amigos próximos, escritores, atores, políticos e leitores exaltam a relevância do paraibano. Um deles é o ator Matheus Nachtergaele, que escreveu uma carta para o autor de Auto da Compadecida, internado na UTI do Real Hospital Português, desde a última segunda-feira.

No texto, enviado ao Viver, o intérprete do emblemático personagem João Grilo, da adaptação para a TV e cinema da obra, descreve a importância do papel em sua vida e fala sobre o afeto que cultiva pelo escritor.


"Carta para Ariano,

Quem te escreve agora é o Cavalo do teu Grilo. Um dos cavalos do teu Grilo. Aquele que te sente todos os dias, nas ruas, nos bares, nas casas. Toda vez que alguém,  homem, mulher, criança ou velho, me acena sorrindo e nos olhos contentes me salva da morte ao me ver Grilo.

Esse que te escreve já foi cavalgado por loucos caubóis: por Jó, cavaleiro sábio que insistia na pergunta primordial. Por Trepliev, infantil édipo de talento transbordante e melancólicas desculpas. Fui domado por cavaleiros de Sheakespeare, de Nelson, de Tchekov. Fui duas vezes cavalgado por Dias Gomes. Adentrei perigosas veredas guiado por Carrière, por Büchner e Yeats. Mas de todos eles, meu favorito foi teu Grilo.

O Grilo colocou em mim rédeas de sisal, sem forçar com ferros minha boca cansada. Sentou-se sem cela e estribo, à pelo e sem chicote, no lombo dolorido de mim e nele descansou. Não corria em cavalgada. Buscava sem fim uma paragem de bom pasto, uma várzea verde entre a secura dos nossos caminhos. Me fazia sorrir tanto que eu, cavalo, não notava a aridez da caminhada. Eu era feliz e magro e desdentado e inteligente. Eu deixava o cavaleiro guiar a marcha e mal percebia a beleza da dor dele. O tamanho da dor dele. O amor que já sentia por ele, e por você, Ariano.

Depois do Grilo de você, e que é você, virei cavalo mimado, que não aceita ser domado, que encontra saídas pelas cêrcas de arame farpado, e encontra sempre uma sombra, um riachinho, um capim bom. Você Ariano, e teu João Grilo, me levaram para onde há verde gramagem eterna. Fui com vocês para a morada dos corações de toda gente daqui desse país bonito e duro.

Depois do Grilo de você, que é você também, que sou eu, fui morar lá no rancho dos arquétipos, onde tem néctar de mel, água fresca e uma sombra brasileira, com rede de chita e tudo. De lá, vê-se a pedra do reino, uns cariris secos e coloridos, uns reis e uns santos. De lá, vejo você na cadeira de balanço de palhinha, contando, todo elegante, uma mesma linda estória pra nós. Um beijo, meu melhor cavaleiro.

Teu,
Matheus Nachtergaele"

Fonte:  http://www.diariodepernambuco.com.br